A rede de saúde vivia um cenário de atrasos constantes no atendimento em diversas unidades. Ao longo do tempo, esses atrasos deixaram de ser exceções e tornaram-se previsíveis, afetando a percepção de qualidade e a confiança dos pacientes. As pessoas aguardavam além do previsto, o que gerava desconforto, insegurança e uma sensação de falta de organização.
Do outro lado, as equipes operacionais enfrentavam acúmulo de demandas, dificuldade em prever o volume diário de atendimento e uma rotina continuamente pressionada por gargalos que não eram claramente identificados.
Embora houvesse consciência de que o processo de chegada tinha um papel determinante na formação dessas filas, ainda não existia clareza sobre qual etapa era responsável por travar o fluxo. A instituição precisava de um diagnóstico sólido, capaz de traduzir a complexidade operacional em evidências concretas para orientar uma intervenção segura, regulatória e efetiva.
Diante desse cenário, o objetivo era compreender profundamente a jornada inicial do paciente e identificar com precisão o ponto de maior fricção para então redesenhar o processo de forma a reduzir o tempo total de atendimento e tornar a experiência mais previsível, fluida e humana.